Junior Bonfim

FOTO: Aurélio Alves/O POVO

Titular de uma banca denominada Bonfim Advocacia, o advogado Júnior Bonfim atua sob um tripé no campo do direito: o forense (labor jurídico), o familiar (universo íntimo: esposa e filhos) e o filantrópico-literário (atividades rotárias e em Academias de Letras). Poeta, ele resume a própria trajetória: “Minha carreira de vida, ou curriculum vitae, é germinação de jitirana, cultivo terreno de básicas crenças celestes como a entrega do pão, ou seja, acredito em milagres, sobretudo nesses que se assemelham ao efeito invisível do fermento no alimento”.

Na rotina profissional, se concentra “em acariciar a aurora com o ósculo da gratidão, pois tudo que a nós se assoma é mimo celeste; estender as mãos e dilatar a ternura para o lócus afetivo primeiro, que é a família; manter acesa a fogueira das amizades; adentrar nos fóruns aquecidos pelo sol do nosso sertão e nos tribunais bafejados pela brisa do litoral com alegria e paixão; laborar pela felicitação geral, a partir da compreensão de que uma existência digna e saudável há de ser um bem coletivo”.

Casado há quase três décadas com Francisca Maria Freire Bonfim, é pai de Marília, Marguerrite e Hermano. Segundo Bonfim, eles “oferecem a balsa espiritual para atravessar a correnteza dos dias”. É neles que encontra forças e motivação para seguir a carreira. Nas folgas, inventando sabores, adora queimar aborrecimentos, restaurar energias e aquecer amizades à beira de um fogão.

O causídico raciocina que “neste momento, em que vivemos um dos instantes mais delicados da vida nacional, quando um tufão de desassossego civilizacional perpassa todos os rincões da nossa pátria e um grave fenômeno corrosivo atinge as lideranças de todos os matizes, há praticamente um desgaste generalizado dos nossos representantes.

Nessa penumbra, carentes de homens e líderes de têmpera e retidão, o cidadão comum, a gente do povo, mira o platô da Justiça como a última esperança, a tábua redentora, o farol capaz de iluminar o caminho da restauração da justa concórdia e da paz social”.

Integrante de uma geração forjada nas moendas do idealismo, Júnior Bonfim entende que aos operadores do direito de todas as trincheiras compete a condução da tocha olímpica da emancipação verdadeira. Por isso, professa uma crença sólida nos princípios fundamentais e nos valores permanentes, que nos impulsionam para o abraço às causas essenciais e para o supremo devotamento ao móvel do amor à humanidade.