Marcus Luna

Aurélio Alves/O POVO

A vocação para ajudar ao próximo, por meio do conhecimento adquirido, e a vontade de defender os que sofrem as injustiças do mundo foram os motivos que levaram o
advogado Marcus Fábio Silva Luna, o Marcus Luna, a enveredar pela carreira no Direito, atuando na advocacia criminal e militar. “Bem como a proteção ao Estado Democrático de Direito. Somos homens e mulheres livres. Quem escolhe essa profissão tem que ter a consciência de que, apesar da dificuldade da batalha, sempre deverá amar duas deusas: a Justiça e a Liberdade”, defende, ao enfatizar que alimenta a “cólera pelo justo, pelo certo e por um Brasil melhor”.

Bacharel em Direito pela Universidade de Fortaleza (Unifor), Marcus Luna se especializou em Sistema Jurídico e Criminalidade, na Escola Superior do Ministério Público do Estado do Ceará (ESMP), e em processo penal, também pela Unifor. Na formação, o advogado destaca quatro grandes mestres nessa trajetória: os também advogados Clayton Marinho, Leandro Vasques, Emerson Castelo Branco e Hércules Amaral.

No currículo, acumula experiências em diversas áreas. Entre elas, destacam-se as presidências da Comissão de Direito Militar da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE) e da Academia de Ciências, Letras e Artes de Columinjuba de Maranguape (Acla), entre 2018 e 2020. Foi ainda conselheiro jovem da OAB-CE (2013-2015 e 2016-2018) e conselheiro da Associação dos Jovens Advogados de Fortaleza e Regiões (2017-2018).

Tem como maior referência profissional o avô José Fausto da Silva, citado no Anuário do Ceará como o primeiro negro a entrar em uma empresa na função mais humilde e se aposentar no cargo mais alto de uma repartição pública. Fausto foi entregador de jornal, na adolescência, e se aposentou como diretor da imprensa oficial do Estado do Ceará, durante o mandato do ex-governador César Cals (1971-1975). “Isso muito me inspira”, revela. Espelha-se também na mãe, a policial civil aposentada Socorro Luna, e no pai, o advogado Cicero Luna.  

Guarda na memória os júris e sessões de julgamento que considera especiais, sobretudo por fazerem valer as horas de trabalho e estudo. Entre eles, lembra o dia em que fez a defesa de um policial militar, já falecido e irmão de um colega de trabalho. “Por alguns minutos, achei estar com o julgamento perdido, mas consegui reverter a situação. Ao final, meu colega ligou para agradecer. Disse que se o irmão fosse vivo teria ficado muito satisfeito com a dedicação e o trabalho empenhado. Fiquei comovido. É uma experiência que trago sempre em minha memória”, recorda.

Solteiro, quando não está trabalhando, dedica seu tempo aos estudos e hobbies. Adepto da dança de salão e do canto, também faz as vezes de poeta. Inclusive, dentre os lemas que tem para a vida, se inspira no poeta cearense Bráulio Bessa: “Quanto mais sou nordestino, mais tenho orgulho de ser”.